Somewhere, over the rainbow

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Esta manhã, olhei pela janela do autocarro quando entrávamos na ponte e aí estava ele. O maior arco-íris que eu já tinha visto. Foi um belissímo momento e acreditem, a fotografia não lhe faz justiça.
Sim, está a chover. E depois?

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(Escrever um post sobre) O Islamismo.

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É sempre difícil falar de religião. Mais ainda, falar de algo que não compreendemos completamente. Apesar do título, este post não é apenas um post sobre o Islão, é um post acerca da fé na sua generalidade, no que fizemos dela e sobretudo, do que ela fez de nós.
Tratei sempre com respeito as diferentes religiões. Por isso, procurei nunca ser intolerante, mas confesso, não consigo compreender a cultura do aplauso e dedicação ao ódio, em nome do amor a um Deus, que é para mais, o mesmo.

Sou mulher, e por isso não entendo o cultivo de uma fé que nos ostracisa, que nos condena e anula como indivíduo.
Sou cidadã do mundo, e por isso não percebo uma cultura que se diz frequentemente atingida pela incompreensão mundial, quando os muçulmanos podem viver, trabalhar e practicar a sua religião livremente em todo o mundo ocidental, sem que no entanto o estado Islâmico permita outras religiões no seu seio.
Sou livre, e por isso não compreendo o medo. A cultura do medo, do terror.

Há uns meses ouvi um dirigente político/religioso (é o mesmo, aparentemente), dizer que os jogos Olímpicos são um banquete de Satanás, a respeito dos fatos de banho das provas femininas de natação. Sem dúvida, caro senhor, nada faz o diabo mais feliz que os jogos Olímpicos. (A não ser claro, um desfile da Victoria's Secret.) E aproveito, desde já, para pedir perdão a Alá por todos aqueles que desviei da rectidão divina por usar bikinis pequenos na praia.
Talvez a natação devesse ser abolida dos Jogos Olímpicos e ser substítuida pelo bombing, por exemplo, que com a frequência que se practica hoje em dia no mundo inteiro, bem poderia tornar-se uma modalidade olímpica.
Tudo isto a favor dos bons costumes, pois practicar natação, comer carne de porco e trabalhar ao Domingo é mau, muito mau, mas casar com uma criança de 12 anos, explodir-se em praça pública ou matar cartoonistas de jornais é bom, muito bom.
Perdoem-me o sarcasmo. Sei que o Ocidente também é culpado, sobretudo porque nos juntámos, mesmo sem o admitir, à exploração da ignorância, que gera ainda mais ignorância e por sua vez, ainda mais violência.
É por isso que hoje falo com cautela de Deus, mesmo comigo própria. Sei apenas isto: a religião é um adquirido moral que fractura as pessoas, dizendo querer uni-las.

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O SNS está num coma profundo,

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sem grandes probabilidades de recuperação. Hoje ligaram-me de um hospital do estado, para me dizer que tinham a minha requisição para uma ecografia renal, pois estavam agora a fazer as marcações, e se continuava interessada no dito exame. Há exactamente um ano atrás, subscrevi um seguro de saúde privado, por estar (na altura) há cerca de 9 meses há espera de uma consulta de especialidade no estado.

Ora, esta semana, Fevereiro de 2010, ligam-me a dizer que já estão a efectuar marcações para um exame que pedi há mais de ano e meio. Escusado será dizer que já fiz esse exame e vários outros que foram necessários, para um diagonóstico que já me foi dado, com vista a uma terapêutica que já sigo.
O Serviço Nacional de Saúde está para o utente como uma morte cerebral para um doente terminal. E ninguém desliga a máquina.

(é por estas e por outras que no final do ano alargarei o meu seguro a medicina no estrangeiro e maternidade.)

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Quem tem CU tem tudo

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Ouvi recentemente que até ao fim do ano, todos os portugueses devem tratar do seu Cartão Único, que substitui o velhinho Bilhete de Identidade.
Já estou a imaginar a corrida aos Arquivos de Identificação pelos portugueses que querem ver o seu CU tratado, e as típicas discussões nas filas: "oh amigo, vá para a fila, eu já estou aqui desde as 8h00 à espera do meu CU!" Sim, não será fácil conseguir um CU novo, mas vale a pena o sacrifício. Entre as coisas que tem de positivo, é que este CU cabe na carteira (ninguém se pode queixar de ter um CU grande), e reúne vários documentos, o que vai facilitar imenso a nossa vida. Quando quisermos tratar de qualquer assunto, por exemplo nas finanças, basta dar o CU (nada de novo portanto).
E não se esqueça, O CU é pessoal e intransmissível e deve trazê-lo sempre consigo, para poder dá-lo sempre que este lhe seja solicitado!

(sim, eu sei que o CU agora se chama CC. Mas se não ignorasse esse facto já não poderia escrever este post pensado há já algum tempo, e além disso eu sou muito melhor a fazer piadas de teor duvidoso do que de teor electro-magnético)

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Um copo com,

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o meu amigo Tiago Garcia. Espreitem o blog dele. Porquê? Porque a capacidade dele de dizer disparates ainda é maior que a minha.


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Estava aqui a pensar,

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que seria o cúmulo da ironia entrar nas urgências do Santa Maria a um Domingo e estar a tocar o "Sunday, bloody sunday".

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What I talk about, when I talk about running

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Este pequeno livro, que me veio parar às mãos pouco antes do Natal, é de Haruki Murakami. Apesar de ser um autor da moda, não conheço a sua obra, mas quando vi este livrinho na prateleira da Fnac ele colou-se-me às mãos e tive de o trazer. Provavelmente, pertencerei aos cerca de 10% de leitores do livro que não o compraram por serem fãs de Murakami mas por serem entusiastas da corrida. Afinal, não há nenhum corredor que não tenha tentado em algum momento (e eu fi-lo), explicar a uns amigos que nos torcem o sobrolho, o motivo porque nos levantamos às 06:00 da manhã para ir correr e porque correr 10Km ao frio e à chuva em pleno Dezembro nos traz uma satisfação que nenhum chocolate quente trará.
Parte memória, parte diário de treinos, parte travel-log, What I talk about, when I talk about running é um livro fácil (sim, com tudo o negativo que isso acarreta) mas divertido. E embora qualquer pessoa possa ler este livro, julgo que são os corredores os que o mais o apreciarão, já que levanta questões que nós próprios nos colocamos quando apertamos os atacadores e saímos para a rua. Por várias vezes dei comigo a ler coisas retiradas a papel químico do meu pensamento:

"(...)that's why I've had to constantly keep my body in motion, in some cases pushing myself to the limit, in order to put things in perspective. Not so much as an intentional act, but as an instinctive reaction. Let me be more specific. When I'm criticized injustly (from my viewpoint, at least), or when someone I'm sure will understand me doesn't, I go running for a litlle longer than usual. By running longer is like I can physically exaust that portion of my discontent."

No que pensamos quando corremos, o efeito catarse da corrida, a forma como falamos com os nossos músculos para tentar convencê-los a continuar, enfim, todos aqueles disparates que nos damos conta que estamos a fazer quando não vemos a meta chegar.
Não é um livro apaixonante, e julgo que não será representativo do estilo do autor, mas escrever sobre a sua adicção à long distance running não é um tema fácil pelo intimista que é, e Murakami fá-lo com dedicação e humor. Nas últimas páginas podemos ler o que Murakami gostaria de ver escrito na sua lápide:

Haruki Murakami
1949-20**
Writer (and Runner)
At Least He Never Walked

O que me faz gostar deste livro é a frequência com que me revi nas suas linhas e mais que tudo, ter percebido o que partilhamos nós, corredores. Descobrimos a corrida e depois descobrimo-nos através da corrida.

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Oh não...

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Ouvi dizer que o José Cid foi assaltado. Para bem da humanidade espero que não lhe tenham roubado o disco de ouro.

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As verduras fazem bem à saúde (desde que não sejas um caracol)

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Vou contar-vos uma história que me aconteceu há umas semanas. Ora estava eu a preparar legumes para fazer uma sopa, quando me surge, numa folha de espinafres, um pequeno caracol. Claro que fiquei logo cheia de pena do pobre, que estava há cerca de uma semana dentro do meu frigorífico e pensei, vou adoptá-lo! Então, instalei o pequeno caracol no maior vaso, na maior planta que havia lá em casa, e resolvi baptizá-lo de Popeye. (Popeye, percebem?).
Bom, todos viveriam felizes para sempre, não fosse a minha irmã Carla uns dias depois achar que a planta estava a secar e resolver regá-la como se não houvesse amanhã. E, pronto, foi assim que o Popeye (o marinheiro) morreu afogado.

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Há dias assim

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Quem ganhou o US OPen depois de 27 meses parada já não tem nada a provar a ninguém. Eu continuo a ser tua fã. Wimbledon e Roland Garros ainda vêm aí miúda.

(para quem não sabe do que estou a falar)

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É Deus no céu,

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e Vitamina C na terra.


(Amén)


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Em exibição num andaime perto de si

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Decidi reunir as várias pérolas literárias com que, ao longo de alguns anos, fui brindada por parte do sempre criativo universo masculino. Descobri que não só são donos de um engenho na arte de "elogiar" que faria corar Camões e Pessoa, como podem ser classificados segundo uma corrente vocacional bastante evidente. Ora reparem:

O Crente:
"Meeuu Deus..!"

O Ourives brasileiro:
"Nossa, que jóia..."

O Gestor:
"Que belo investimento...!"

O Astronauta:
"Oh estrela, queres co'meta?"

O Piroso:
"Pensava que os anjos tinham asas."

O empregado dos Via CTT:
"Eu dava-te conta do recado, dava..."

O Pescador:
"oh brasa, encosta aqui à sardinha.."

O vendedor de gelados:
"Olá, Olá!"

O segurança do metro de S.Sebastião, que eu não consegui categorizar:
(após pedido de informação) "Eu: Obrigada! Ele: De nada, com esse rabo quem te agradecia era eu."


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Linhas aerodinâmicas,

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pintura verde lima, uma fantástica cabeça dupla função que chega às 10.000 oscilações por minuto. É isso mesmo, comprei uma escova de dentes eléctrica. O que é que estavam a pensar?

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Just keep me where the light is

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Obrigada Luís. Por seres, por estares. Por estares sempre. Por não teres desistido. Pelo abraço que eu precisei e que tu deste. Se as palavras pudessem expressar, fossem tuas todas as palavras do mundo.



Thanks for keeping me where the light is.

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Ao tudo e ao nada

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Se houvesse alguma coisa que pudesse dizer ao mundo, diria que a preocupação é inútil, em tempos como este, onde os homens já não têm voz.

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As botijas de àgua estão tão 'demodé'

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Há umas semanas comprei esta maravilha da tecnologia, ou seja, um aquecedor de mãos. Para quem não está familiarizado com o conceito, isto é uma daquelas bolsas líquidas que têm um pequeno pedaço de metal dentro, que quando apertado liberta uma substância que aquece. Isto deve ilustrar aquela velha máxima do "mãos frias, coração quente." Que belo slogan.

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Factos

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Sherlock Holmes para o seu assistente Watson, mal disposto por ter comido qualquer coisa que lhe tinha caído mal:

"- Isso é alimentar, meu caro..."

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graçolas gastronómicas

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A minha irmã Carla dirigindo-se a mim, que chegara no fim do seu jantar de aniversário:
Carla:
"Então mana, mas assim agora já não podes jantar, não queres comer nada?"
Vanessa:
"Carla, eu estive uma semana em Espanha... a única coisa que preciso é de um alka-seltzer e um mês de vegetarianismo."


(churros con chocolate, tortilla, morcilla de burgos, bravas... e tudo o resto que eu nem ouso dizer senão o meu estômago começa a correr pela Infante Santo abaixo.)

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ah e tal, e gambuzinos não?

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(for God sake...)

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"Tell the truth, tell the truth, tell the truth."

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- Sheryl Louise Muller.

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Devia receber uma medalha olímpica de natação,

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por ter conseguido chegar hoje ao trabalho.
(na foto, eu a preparar-me para sair de casa)

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Crafty Christmas

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(Cliquem na imagem para ver em tamanho real)


Aqui fica o meu postalinho de Natal 2009. A todos voçês, desejo um excelente Natal e um Novo Ano ainda melhor. Obrigada por partilharem comigo mais um ano.


E abaixo fica o making-off, com o patrocínio da sala de maquetização e fotografia da Designers Associados. Obrigada à Karina por ajudar a fotografar (sim, porque eu estava a segurar um balão de cartoon nesse momento). You rock baby!


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Inventem-se novas revistas

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Este mês comprei, julgo que pela última vez, a revista feminina Happy. Recordo-me que o que me chamou pela primeira vez a atenção para esta revista foi um artigo sobre os dinkies (double income no kids). Fiquei agradavelmente surpreendida com as sugestões de restaurantes e hóteis de charme que incluía e passei a comprá-la. Julgo que insconscientemente, também me agradou o facto de esta revista não ser politicamente correcta; não se importava de ter na capa títulos como: 16 razões para não ter filhos, ou Como um amante salvou o meu casamento.
O único problema é que existe, pelo menos para mim, um limite razoável para a quantidade de show-off e neo-clichés que consigo comportar. Aparentemente, o universo feminino gira em torno de uns saltos altos Manolo Blahnik, botox, loucas festas sexuais em Ibiza e a nossa vida dupla com um novo amante a cada 3 dias, para não fartar. Se for Verão, ou se o verão estiver à porta, então teremos a celulite, o horror, a tragédia, o castigo maior que Dante não inclui na sua descrição do Inferno apenas porque é homem e não percebe destas coisas. E claro, o Swing, as festas de viagra e a Neo-monogamia ou não fóssemos estar na era das relações abertas. Tudo isto colmatado com um artigo que nos assegura que não há nada de errado em gostar de pornografia e sex-toys, não querer ter filhos e fazer sexo no primeiro encontro. Uffff! que alívio, já me sinto muito mais descansada agora. Agora e no próximo ano, pois as previsões horóscopo 2010 da revista asseguram-me que tudo vai correr às mil maravilhas, porque tenho Júpiter, Saturno, Urano e Plutão* alinhados a meu favor e até me admira que não estejam também os restantes e os de outras galáxias, tão de feição que isto me vai correr.
E agora com licença, se não se importam vou só ali dar um pulinho a Nova Iorque para ir comprar um daqueles novos sex-toys da moda para usar com o meu novo namorado atlético, inteligente, divertido, rico, com bom gosto, romântico, que depila os pêlos do peito e que eu ainda não encontrei mas que a revista garante que andam por aí aos montes.



*isto é inteiramente verdade! Ver Happy Woman Dezembro 09,pág, 66

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The Real Deal

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A primeira música que ouvi de Melody Gardot foi 'Baby I'm a Fool' (já aqui publicada), que faz parte de My One and Only Trhill.* Sabendo que este single pertencia ao segundo albúm desta cantora norte-americana, resolvi começar do príncipio e ouvir o primeiro, Worrisome Heart, e recordo-me de pensar: this is gold.
Não resisti. Entrei na Fnac, comprei o segundo albúm e a partir daí tocou em repeat na minha vida por dias a fio. Esta senhora, a quem o nome lhe assenta que nem uma luva, destronou nas minhas preferências Harry Connick Jr., Nora Jones, Stacey Kent e Lizz Wright.
My One and Only Thrill torna díficil a tarefa de apontar preferências, pois é um albúm que tem tudo na medida certa. O jazz clássico de 'Baby I'm a fool', o blues lento e negro de 'Your Heart is as Black as Night', a alegria infantil de 'If The Stars Were Mine', o swing de 'Who Will Comfort Me', a frescura de 'Les Etóiles'...enfim, não sei onde começar, nem onde acabar, mas talvez seja na canção de bónus, 'Pretend I Don't Exist', que lembra uma canção de embalar, cantada em segredo.
Anotem: que albúm e-x-t-r-a-o-r-d-i-n-á-r-i-o. Não sendo, obviamente uma autoridade na matéria, arrisco dizer que este é, provavelmente, o melhor albúm do ano. 50:08 minutos de puro charme.



*(Obrigada Luís, por me conheceres tão bem!)

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A Starbucks já tem wi-fi

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...disponível grátis nas suas lojas, para que pessoas como eu possam escrever posts parvos enquanto tomam o seu Toffee Nut Latte. :)

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Parte-me o silêncio ao meio

No dia em que te deixei ir o meu coração parou. Parou, não porque estivesse cansado, mas por uma necessidade básica, elementar, de parar de sentir. Entretanto, as minhas mãos encheram-se de dias, de céus ruidosos, de quilómetros e de flores.
Sugeriram-me de tudo: o alcóol, o Prozac, a libertinagem. E eu, obediente, trouxe todas essas receitas comigo para casa e não dei conta de nenhuma.
Tentei explicar-lhes o inútil de tentar calcular a raíz quadrada do meu problema por lógicas matemáticas, porque o meu coração não obedeceu nunca à linguagem de métricas quantificáveis.

Fiz um pacto de paz com a minha fé. Decidi não acreditar em coisa alguma porque o mundo já me provou o contrário e o seu inverso vezes demais, e foi assim que comecei a acreditar em acasos e na implacável dureza da saudade.
Perdoa não te devolver o lume, aquele desse autor que tanto apreciámos e que sabias de cor e juro, quando o dizias, todas as palavras eram borboletas.
Falar é-me díficil, como se tivesse a língua presa a uma cadeira de rodas. Não sei explicar mas é assim e julgo que também tu me compreenderás acerca dos terrores da habilidade linguística. A escrita é a extensão possível da voz, e é só.

Há muito pouca beleza no que digo e foi assim que o meu coração se tornou autista.

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Esta é daquelas que pára o mundo por uns minutos...

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Baby I'm a fool, por Melody Gardot.
(review a este fabuloso segundo albúm very, very soon)

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O asfalto

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Se haviam radares, hoje foram todos meus.

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Oscar Wilde disse uma vez:

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"Raramente a verdade é pura, e nunca é simples."
Tinha razão.

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Up High

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The Fall, novo albúm de Nora Jones, lançado em Novembro, curiosamente no meu dia de anos.
Quando tocou pela primeira vez no meu ipod perdi-me por uns minutos e pensei: eu estou a ouvir o quê mesmo? Mas é simples. Apesar de manter a tónica no jazz/folk, Nora traz-nos um albúm em que se reinventa. Ouvimos Chasing Pirates e reconhecemos a voz, mas não a sonoridade. É curioso e estranho ao mesmo tempo, e temos de aguçar a atenção. Em The Fall, a Sra. Jones abandona, quase na íntegra o piano, para se fazer acompanhar de uma guitarra quase rock, ritmada, contemporânea. Já li críticas negativas, mas ouçam Its Gonna Be, Young Blood e You've Ruined Me e digam-me que isto não é bom, mas bom.
Reconheço que não tem a magia daquele jazz sedutor e tímido dos primeiros albúms, que lembram um fim de tarde de verão, mas The Fall vence-nos pela novidade, pela doçura e por uma musicalidade com a qualidade de sempre. Sem dúvida um albúm a descobrir.

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FFW

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Acordei uma manhã de Inverno e queimei todos os meus poemas. Fi-lo para que não houvessem palavras, como aquelas que faltaram a Torga, e como o senti então. Mas não houve nada de dramático, apenas de insensato, uma total ausência de lógica, daquelas que nos lembra um qualquer Deus cheio de ironia a pregar-nos partidas.
Já não uso relógio e desfiz-me de agendas e calendários. Se não posso controlar o tempo vou antes enganá-lo. Então empurra-se a vida para a frente, para que aconteça a que custo for, mas que não páre. Rezo a todos os Deuses, eu que não acredito em nenhum, que por favor não páre.
A invisibilidade foi-me sempre uma arte cara e fácil, e foi assim que percebi que era aquela gente perdida que fazia mover os dias através de uma lente. Já não podia dizer-to, mas tive a certeza. Desconfiava das pessoas como dos poemas, e se os ouvia era por pura condescendência, uma espécie de altruísmo moderno, a que escapa todo o romantismo.
A vida passa em fast forward. Trago na ponta dos dedos uma dor irrepetível. Insisto em fazer a vida acontecer, vou continuar até a minha energia se esgotar.
E juro, em voz alta para que me ouça, que tudo isto é verdade.

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Les avions en papier

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Tellement émouvant, tellement beau.

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Kiss my Airs!

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Quem disse que ser magricela não tem as suas vantagens? Pois é, a roupa de júnior da Nike serve-me, e , morram de inveja, custa metade do preço da versão para adultos. :) Não são lindas? Já estou a imaginar o sucesso, quando passar pelo pessoal como uma bala.*



*ok pronto, como um TGV.Como um comboio a carvão... Como um carro a bóis...

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Este meu humor a pedir uns metrozinhos cúbicos de precipitação

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Patrícia, mostrando a sua nova aliança a Sílvia:
Sílvia: Epah, realmente é muito gira...
Patrícia: pois é, era mesmo o que eu queria, ele acertou!
Vanessa: é verdade, parece que foi escolhida a dedo!"

Vanessa olhando para a passadeira no Holmes Place Amoreiras.
"Vanessa: Qual é a a música preferida de uma máquina de cardiovascular?
R: ...Girl i'm gonna make you sweat..."

(isto é verdade, eu imaginei mesmo isto por uns segundos e depois estive o resto do tempo a rir como uma tola enquanto corria)

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Hoje

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..entrei no Starbucks e estavam a tocar músicas de Natal. Sentei-me na mesa com o meu livro e um Toffee Nut Latte que me aquecia as mãos e por momentos, juro, desejei que estivesse a nevar lá fora.

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Pergunta parva do dia

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"...aquele... como é que se chama aquele Teatro que há ali entre o Saldanha e Piconhas??..."

Eu, logo de manhã para começar bem o dia. Ah, e o teatro é o Villaret.

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Parabéns para mim!!

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26 belos anos! Toma lá!


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Noites herbalianas

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se eu disser que estou com a Herbal Essences pelos cabelos, isso é uma redudância?

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Pensei que os meus pulmões fossem rebentar...

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...quando tocou Enjoy the Silence num pavilhão atlântico esgotadíssimo. Um dos grandes momentos da noite, com uma atmosfera de arrepiar.


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Ay Carmela!

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Começou o Ciclo de Cinema Espanhol organizado pela Embaixada de España em Portugal. Acerca do filme de abertura, que fui ver e dá título a este post, podia alongar-me num sem fim de considerações (como seriam a belíssima captação de humanidade desta tragi-comédia), mas... ultimamente a vida aguçou-me o sentido práctico e portanto vou-me deixar de merdas e dizer simpesmente: epah, ca' granda filme! Aplaudo de pé!



Ay Carmela! (1990)

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Alguém devia avisar os Black Eyed Peas

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Não procurem mais, eu encontrei-o!

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Também está de parabéns..

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..a minha amiga Patrícia, que foi ontem pedida em casamento. E com direito a tudo: velas, pétalas sobre a mesa e um pedido de joelhos.
'Bem lamechas e piroso, como o amor deve ser'.




(Querida amiga, às vezes, as coisas são mesmo uma questão de timing.)


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Está de parabéns...

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... Astérix, o gaulês mais famoso do planeta, que completa hoje meio século de vida.
Daqui a uma semana vamos vê-lo aí a namoriscar uma adolescente e a comprar um Porsche, numa crise de meia idade.


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1:08:04

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para fazer os 10km Algés-Oeiras. Raios mais as inflamações musculares. Mas fiquei à frente do Sócrates. Se agora fosse tirar o curso à Independente já podia governar este País.

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Vá-se lá perceber...

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...porque é que gastamos centenas de euros com alguém que durante 50m se assegura que sofremos o mais possível e que no dia seguinte nos doem músculos que nem sabíamos que tínhamos...!

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Mamã! Mãma! Saiu-me um nobel no chocapic

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Eu até gosto do Obama.
Eu e mais os 200 milhoes de pessoas que o elegeram, directa ou indirectamente, por ser, mais que qualquer outra coisa, um anti-bush socialista preocupado com o mundo.

Mas vamos lá falar a sério. Nobel da Paz?

Estou baralhada.
Ainda não fechou Guantanamo.Autorizou o uso de drones contra a Al Qaeda no Paquistão (necessário.. talvez, pacífico..não tanto). Manteve a política de Robert Gates para o Iraque. Reforçou a presença no Afeganistão. E quanto ao aquecimento global, também ainda não conseguiu fazer nada.

O comité norueguês não estava tão espirituoso desde que nomeou Yasser Arafat, em 94.
Já sem dizer que Obama assumiu funções a 20 de Janeiro, e a 1 de Fevereiro fecharam os prazos de candidatura a esta distinção, o que lhe deixou 12 dias, de uma, seguramente, intensíssima agenda, toda ela orientada, claro está, às causas que lhe poderiam (ups, poderam), assegurar o prémio.

Isto dá-me uma excelente ideia. Depois de um mês de emprego, vou ali ao meu chefe pedir o prémio de melhor empregada do ano.



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These boots are made for walking!

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Mas como é que eu nunca 'tropeçei' nesta música? :D

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Go Venus (when natural tallent meets excellence)

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6-1 / 6-0 em apenas 51 minutos, contra a (muito pouco) nº 1 do mundo Dinara Safina. Uma lição de ténis, a acrescentar ao percurso irreprensível em Wimblendon este ano (e aos 5 títulos neste grand slam).
Amanha jogará a final contra a mana Serena. Imagino que já saibam por quem estou a torcer.


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São os Xutos? É a doca de Lisboa? Não, é o Manuel Alegre..!

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Gostava de partilhar com voçês, o poema hoje publicado por Manuel Alegre no seu site: "Fados dos Contentores."

(...)Por mais que busques defronte/Nem ilhas praias ou flores/Não há mar nem horizonte/Só contentores contentores./Lisboa não tem paisagem/Já não há navegadores/Nem sol nem sul nem viagem/Só contentores contentores./Entre o passado e o futuro/Em Lisboa de mil cores/O sonho bate num muro/De contentores contentores./Por isso vamos cantar/O fado das nossas dores/E com ele derrubar/O muro dos contentores./


Quando vi este senhor pela primeira vez na política pensei que era melhor dedicar-se à poesia, mas agora talvez lhe diga para se dedicar à política outra vez. Não sei, estou baralhada..

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The Stupid Pigeon (part II)

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A minha colega Ana observou: "olha, aqueles 2 pombos estão a comer pedras! Parece que são estúpidos." Há que se lhe fazer justiça.. é sabido o que se diz das galinhas, e, convinhamos, os pombos têm o quê?... metade da capacidade craniana delas? Por acaso até já estou a imaginar a conversa deles a seguir:
"então, tá bonzinho colega?"
"ah e tal, tenho o estômago um bocado pesado.."

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The Stupid Pigeon (part I)

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No beiral da janela do meu trabalho, costumam pousar 3 pombos. A sério, são sempre os mesmos. Não são uns pombos quaisquer, lembram-me os pinguins neuróticos do Madagáscar. Juro. Encostam a cabeça ao vidro e ficam minutos a fio a olhar fixamente cá para dentro.


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Nhami..!

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25 years of Apple Computers

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A Apple celebra hoje o 25º aniversário do primeiro computador Macintosh.
Clap Clap Clap!


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Vem foras de horas mas que se dane, ou O natal é quando o microondas quiser

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Happy New Year

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"Los únicos interesados en cambiar el mundo son los pesimistas, porque los optimistas están encantados con lo que hay." Saramago

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Carbonica

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Carbonica é um website cujo objectivo é ajudar as pessoas a reduzir as suas emissões de CO2. Bem projectado do ponto de vista do design, este site apresenta uma imagem environmentally friendly, sensação que é traduzida pelo uso de de imagens e texturas de papel reciclado, bem como os tons de verde e terra. Bem desenhado, agradável e útil, Carbonica é, além de bem catita, um site interessante do ponto de vista da consciência ecológica. Go green.

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All eyes on Obama

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Quero um destes só para mim!

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http://mschnlnine.vo.llnwd.net/d1/ch9/4/5/6/4/3/4/PDC180VEViewer_2MB_ch9.wmv

fabuloso, não?

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Sepúlveda em Portugal

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Luís Sepúlveda estará entre amanhã e Sábado em Lisboa para nos apresentar o livro de contos “A lâmpada do Aladino”.

Vencedor de vários prémios literários, Sepúlveda fará 5 apresentações em Lisboa e 4 na Norte.
Detentor de um público fiél, a expectativa em torno da nova obra do escritor é grande, ou não estivéssemos a falar do autor de "Encontro de amor num país em guerra", "História de uma gaivota e de um gato que a ensinou voar" e do apaixonante "O velho que lia romances de amor" (título que colocou o nome de Sepúlveda na ribalta literária internacional e que ficou de pedra e cal no meu top ten literário).

As datas são: 23/10 - 18:30h El Corte Inglês Lisboa; 24/10 - 12:30h Bulhosa Campo Grande, 16:00h Bertrand Chiado, 19:30h Fnac Colombo; 25/10 - 12:30h Bulhosa Oeiras




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Me, myself and an Illustrator CS3 workflow

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Chirs Leavens é um notável ilustrador que produz as suas peças, do príncipio ao fim, em Illustrator CS3. (sim, aquelas fantásticas texturas e tonalidades...tudo vector!) A linguagem de Chris viaja entre o absurdo e o antropomorfismo, tudo isto regado com uma saudável dose de humor. Vale a pena espreitar o trabalho deste senhor no seu site pessoal.

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olha tu queres ver..?

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Vi há uns dias o novo interface do multibanco. Todas as críticas que ouvi até ao momento foram negativas, ainda que eu não ache o novo interface assim tão mau, apesar de reconhecer que tem ali alguns problemas de legibilidade. Acho que existe aqui a típica resistência à mudança, afinal foram 25 anos com o bonequinho de luvas brancas com ar simpático, e 25 anos é muito tempo.
A mim pessoalmente, o que me faz confusão é que aquela coisa verde com as mãos no ar me fez olhar várias vezes sobre o ombro, para verificar se não estaria lá alguém com uma arma apontada às minhas costas...


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explica-me como se eu fosse uma criança de 5 anos...

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Um bocadinho Cristãos demais para Cristo

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Já achava um piadão a este homem..e agora ainda acho mais. Pat Condell, ácido e inteligente, acerca da relação entre os EUA e Deus.

"Neste momento é mais fácil fazer passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que um ateu ser eleito presidente dos EUA.

Se Cristo fosse presidente como o mundo seria diferente. Mas é claro que isto é um sonho irrealista, porque Cristo não tem a mínima hipótese de ser eleito presidente! Quantos cristãos de direita vão votar num judeu liberal originário do Médio-Oriente que parece um goddam hyppie. A Fox crucificava-o, se ainda não tivesse sido preso como terrorista…

Acho que neste momento os EUA são um pouco cristãos demais para Cristo."






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"Se é verdade que Deus existe, espero que tenha uma boa desculpa." - Woody Allen

(obrigada à Vanda pelos créditos do quote)

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Sou uma tia babada

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já tem 6 centimetros!



nããooo..nenhuma das manas está grávida, refiro-me a uma das best friends do trio maravilha (Violante,Bárbara e Pipa)

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este chão que aos pés se me pegou

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"...
Foi quando compreendi
Que nada me dariam do infinito que pedi,
-Que ergui mais alto o meu grito
E pedi mais infinito!
..."

José Régio revisitado...

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Welcome back, Mr.Auster

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O novo livro de Paul Auster, Man in the Dark (Henry Holt & Company), já ocupa lugar na prateleira de livrarias um pouco por todo o mundo. Em Portugal podemos contar para já com a versão em Inglês da Faber&Faber. Auster é autor dos extraordinários A Música do Acaso, A Solidão Reinventada e The Art of Hunger (personal favorites), mas ficou conhecido do público com A Trilogia de Nova Iorque e a adaptação ao cinema de Lulu on the Bridge. Entre o romance de ficção e autobiográfico, vale a pena descobrir os seus vários títulos.
Naturalmente ainda não tive oportunidade de ler Man in the Dark, pelo que não poderei deixar-vos a minha visão pessoal do mesmo, mas espreitem, como eu, a crítica no The Telegraph.


* deixo-vos a belíssima capa da Henry Holt & Company. Pena que em Portugal não seja a mesma...

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Hoje acordei vestida de uma nudez diferente

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06:00h

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A nossa Portugalidade

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Há já algum tempo que o panorama político em Portugal me começou a fazer comichão, o que em parte se deve aos nossos media, que transformaram o debate político em Portugal numa dose de futebolada parola em volta dos líderes. Sócrates é apanhado a fumar num avião, a notícia abre telejornais (abre telejornais!), o nosso 1º pede desculpas, anuncia que vai deixar de fumar e o país aplaude. O curioso é que Sócrates se justificou, na data, com o desconhecimento de uma proibição que, note-se, foi aprovada no parlamento pelo seu governo.
Não muito tempo depois assisto a uma peça jornalística que noticiava uma melhoria nos resultados dos exames nacionais de Matemática em relação a anos anteriores e uma Ministra da Educação que nos parecia fazer crer que isso se devia aos novos métodos de ensino em Portugal e não às políticas de facilitismo a que temos assistido. Maria de Lurdes Rodrigues afirmou achar que os testes de matemática não foram fáceis. E disse isto com cara séria. Não se estava a rir.
Entretanto, a oposição, na falta de propostas, parece ter assumido a posição de só prometer que não faz promessas, o que teria tornado tudo isto algo monótono não fosse Ferreira Leite presentear-nos com declarações que nem a ala do PP teria coragem de fazer, ao dar a conhecer ao país as suas convicções acerca do casamento, ou antes, acerca da ausência de direito dos homosexuais ao casamento (e eu que pensava que esta moralidade procriadora era coisa de Paulo Portas, senhor que aliás, faz disparar o meu sensor de populismo desastroso). Mais ainda que a falta de realismo e sobriedade de MFL, diverte-me o ar indignado dos socialistas perante tais declarações, quando estando no governo e dispondo de maioria absoluta teriam o poder para alterar a legislação. Sócrates tem motivos para estar satisfeito, já que Ferreira Leite já fez mais pela sua reeleição que o PS em 2 anos de governo.
Não me interpretem mal, não percebo nada de política. Mas tenho a certeza que quem percebe, neste momento, também está baralhado.

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O coração, se pudesse pensar, pararia.

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Bernardo Soares, in "O livro do Desassossego"

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Amy no Madame Tussauds

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O Madame Tussauds em Londres anúnciou há uns dias que conta já com a reprodução em cera da cantora Amy Whinehouse. E eu pensei... boa! Esta pelo menos aguenta-se de pé!



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A arte da fuga

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Quando dou por mim estou a passar roupa, que é a segunda coisa que mais detesto fazer. Não tarda nada estou a lavar vidros. Não o faço para passar tempo e muito menos para me orgulhar do resultado, mas para não me dar tempo dísponível para ocupar com o passado. É curioso o que a raça humana inventa para distraír a mente do vício de pensar.

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Indie-Rock (s)

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Gostava de deixar aqui a primeira sugestão musical do blog. The Reminder, o terceiro album da canadiana Feist. No que me respeita, fui conquistada pelo intimista The Park, que podem ouvir aqui, mas vale a pena descobrir também canções como The Limit to Your love, My Moon My Man ou Sea Lion Woman.
Uma vez mais, esta senhora do Indie-Rock como já nos habituou; Sofisticada e doce, de um apuro vocal delicioso.
Imperdível.


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Le 14 juillet

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Há cerca de 200 anos, vivia-se em França a atmosfera da Revolução Francesa, que para quem não se lembra comemora a entrada na Idade Contemporânea e cujo mote é "Liberté, Egalité, Fraternité". Ironicamente, não deixa de me surpreender o facto do dia mais importante para os franceses, o 14 juillet, ser aquele em que uma turba parisience enraivecida esfaqueou o governador da Bastilha, o Marquês de Launay, tendo-o depois decepado à machadada e espetado a cabeça numa lança, para passear por Paris, numa electrizante "comemoração". Este extraordinário acontecimento (perdoem-me o sarcasmo) culminou depois numa onda de violência que se estendeu por todo o país. O contexto político, revolucionário, histórico, explica tudo. Claro que sim. Uma lição de civilização. Num só dia, ganhou-se e perdeu-se a liberdade...

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